Poema do Vendedor de Pirulitos

Lá vem o guri polaco vendendo seus Pirulitos
Com seu tabuleiro lotado e seu sorriso avelã
Vende cada guloseima púrpura por um tostão
Mas eu que sou piá pobrinho
Não posso comprar nada não
O branquelo vendedor de pirulito premiado
Andarilha de come-quieto pelas ruas de cacau quebrado de Itararé
Vagueia também pela periferia cor de pitanga a apregoar de-apé
Fazendo um dinheirinho minguado para poder ajudar em casa
O pai triste, sem emprego, doente, desacorçoado
A mãe barriguda para ganhar outro irmão gabiru
Não tenho um só tostão para o pirulito premiado
Nem pro dolé de groselha preta, pra maria-mole de coco queimado ou mesmo pro beju
Mas um dia serei rico na vida, tudo de bom vou ter
Depois de estudos, dinheirudo eu sei que vou vencer
Vou ter diploma, carro, casa de chocolate e um cofre de grana forrado
E vou comprar um montão de doces como o bendito pirulito premiado
Vou distribuir para todas as crianças ou para os molóides adultizados
Que como alguns poetas amalgamados
Se esqueceram de crescer
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Silas Correa Leite – República Etílico-Rural de Itararé, Chão de Estrelas
E-mail: poesilas@terra.com.br
Veja site de Itararé
www.artistasdeitarare.zip.net
   
Escrito por bibliotecathomazia às 22h19
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Palhaço da Rua dos Bobos de Itararé |
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Escrito por Silas Correa Leite |
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Para a Isadora Campos de Itararé-SP
Na Rua dos Bobos em Itararé mora um palhaço que se aposentou de ser palhaço Mas mesmo fora do picadeiro Do Circo Constelação O belo Palhaço Pimpão Ainda se veste de palhaço com nariz de bolinha vermelha feita de sabão
Na Rua dos Bobos é assim mesmo de viver muita gente encantada lá Vive um urso da cor do céu Uma bailaria feliz Uma estrela de nome Beatrix E o palhaço com rodas de bicicleta amarela nos pés da cor de carvão
Na Rua dos Bobos o sol nunca se põe pois é um sol de casca de limão As casas de chocolate branco Os gatos dançam balé Há um burrinho xadrez E um pé de sorvete de groselha que fala por música dentro do coração
Na Rua dos Bobos as árvores é que chovem para as nuvens lá em cima O palhaço Pimpão é solteiro Mas namora a Cristina Rosa Que é uma fadinha formosa Vendedora de flores de papel de seda pra ajudar a vovozinha comprar pão
Na Rua dos Bobos é sempre manhã o dia inteirinho e assim O anãozinho de jardim Quer ser Poeta e disse Que só é um pouco triste Porque as estrelas ficam tão longe e nem sabem que ele existe...
O Palhaço da Rua dos Bobos de nome Pimpão mesmo Aposentado Pra lá levou um circo armado Dentro do seu encantado coração... Porque afinal quem é palhaço É mágico na terra, em Itararé, no espaço e até muito além da imaginação
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Silas Correa Leite poesilas@terra.com.br www.itarare.com.br/silas.htm |
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Escrito por bibliotecathomazia às 13h15
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