Caminhança Escolher um caminho É ser o caminho Ter uma opção É querê-la Escolher uma pessoa É habitá-la Ter uma visão É para a realização dela Escolher um caminho É ser esse caminho Caminhá-lo, descobrí-lo, amá-lo Para a posse Temos que nos aceitar como somos Com erros, defeitos, faltas de peças de reposição Se não amarmos, não seremos felizes Somos o caminho de nós mesmos O caminho bifurca, surpreende Nunca esgota horizontes Mas é todo seu, todo você Uma fronteira evocada a cada dia Seja o seu caminho, você Use e abuse, habitando-o Quando vier o fim de seus dias de existencialização Dirás: eu me refiz, e venci O primeiro passo é vencer à você mesmo Caminhar é, sempre, evoluir Escolha o seu caminho-você Pra poder perder lastro, ser feliz, voar, evoluir! -0- Silas Correa Leite, Itararé-SP Blogue: www.portas-lapsos.zip.net E-mail: poesilas@terra.com.br
Escrito por bibliotecathomazia às 14h39
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Oração das Bibliotecárias
Para a Bibliotecária Carmem da EE Thomázia Montoro, Vila Sonia, São Paulo

Abençoai, Senhor, as Bibliotecárias
Que carregam todo aquele mundo letral nos ombros
Dai a pomada de Vossa capa de rosto infinital
E o conteúdo criacional de Vosso lastro de acervo de fé, afeto e luz.
Abençoai, Senhor, as Bibliotecárias
Que tiram o manto diáfano da fantasia literal
E nos ensinam tantas páginas abertas no sensorial
Dando nos horizontes, estradas, paisagens e encantários de pomposos livros.
Abençoai, Senhor, as Bibliotecárias
Que controlam e registram entradas e saídas de viagens em brochuras
Como um portal de consistências literárias em tantas aventuras
Acrescendo-nos com garbosos mapas de encantários e fantasias.
Abençoai, Senhor, as Bibliotecárias
Daí-nos assento para bem receptarmos romances, novelas e poesias
Fazei com que sempre elas sejam estrelas brilhantes em constelações extraordinárias
Assim na terra como no céu de tantas imaginações históricas e hilárias.
Abençoai, Senhor, as Bibliotecárias
Livros abertos em registros com estatura de idéia, iluminura e voz
Fazei com que tenham paciência para que não nos percamos de nós
Pois temos expectativas de conquistas culturais em ilhas mágicas de Crusoés.
E por fim, Senhor, além de abençoar as Bibliotecárias
Daí-nos sensibilidade de muito bem ler, guardar e sentir
Além do que podemos sabiamente pensar, crescer e refletir
Porque cada livro aberto é um ponto de partida para a alma em pomadas,
contentezas, prazeiranças e leituras com magnas matizes
E as Bibliotecárias têm chaves que abrem janelas, portas e sótãos em tintas
e nuances de maravilhosos finais felizes!
-0-
Silas Correa Leite
E-mail: poesilas@terra.com.br
Site: www.itarare.com.brSilas.htm
Autor de Campo de Trigo Com Corvos, Contos, Editora Design
 
 
Escrito por bibliotecathomazia às 12h30
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Escrito por bibliotecathomazia às 09h49
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Poema do Guri Vendedor de Limões
Lá vem o guri berebento
Vendedor de limões verdes
Com cracas, com amarelão
Ele é triste, humilde, desenxabido.
-Vai comprar limão, Dona Carlota Sinhá?
-Quer limão, Profetio? – pedimplora o piá.
O guri tem olhos lambidos de boi guzerá
Mais triste do que ele em Itararé não há.
Devem bater nele de relho, coitadinho
Deve passar uma fome caipora na sua vidinha
A acidez da fruta que vende baratinho
Nem lucro direito dá
Mas deve vir de sua alma de bala azedinha.
Não sabe o curumim, no seu triste enredo
Porque é apenas um moleque aprendiz
Que a maior vingança é ser feliz
Mas certamente ele descobrirá o segredo.
O olhar do menino pobrezinho é da cor
Dos limões azedos que vende
Mas as lágrimas, coitadas
Jamais darão limonadas.
-0
Silas Correa Leite, República Etílico-Rural de Itararé
E-mail: poesilas@terra.com.br
Blogues: www.portas-lapaos.zip.net
www.campodetrigocomcorvos.zip.net

Escrito por bibliotecathomazia às 11h06
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Escrito por bibliotecathomazia às 11h46
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EE Thomázia Montoro – O Céu Pode Ser Aqui – Reforce essa Idéia
-Ano Novo, Vida Nova, Esperança Nova, escola bonita. Já pensou?
A Escola que é nossa, que é de todos, como uma escada para o alto, para o sucesso na vida, pode ser sim, uma espécie de céu. O Céu pode ser aqui. Pode não, é. Ou pelo menos pode ser, depende de nós, depende de você. Do que vc vai fazer de sua vida na escola, da sua escola na vida. Porque escola é sim, um caminho a ser trilhado aos poucos, “Nova aurora a cada dia, como diz a canção do estudante.” Sim, vc descobre a sua escola, a sua tribo, o seu colega que pode ser um companheiro para sempre, um professor amigo que, sim, gosta de vc como um filho, um profetio, um tio-pai, já pensou? Pois é, assim como o céu pode estar em vc, o céu pode ser a sua escola, assim mesmo como ela é, azul-bonito, limpa, cuidada, porque ser feliz é estar bem e em paz com quem amamos, fazendo o que gostamos de fazer. E estudar é sempre, todo dia, toda hora, toda idéia que prepara a ação. A Escola Thomázia mudou, está melhorando, vai melhorar mais, precisa mudar, e vc é o primeiro alvo nosso, o objetivo para cristalizarmos essas necessárias mudanças. Viu como trabalhamos para vc, sem vc uma unidade escolar não teria sentido, vc é a razão de estarmos aqui, prepararmos, pintarmos, buscarmos conquistas, parcerias, amizades e congraçamento. Sim, o Céu mesmo pode ser aqui. Vc passa tanto tempo na escola, somos uma família, vamos ter que saber lidar com isso. O que vc vai fazer disso? O professor é habilitado, treinado, concursado, aprovado, tudo para facilitar pra vc, habilidades e produções. Vc é importante pra nós. Vc é importante pra vc? Está é a idéia do CEU estar como uma força que nos alerta, nos permite essa soma, esse aprendizado, essa união de todos por um ideal, uma escola gostosa, bonita, importante, facilitadora. SIM o CÉU é aqui, temos um espaço azul da cor do mar, azul da cor do céu, apenas vc precisa se integrar nesse contexto, fazer a sua parte, fazer o que vc está aqui para fazer: estudar. O diploma por si só é uma coisa, saber mesmo, é com vc, essa é a idéia do céu. Que a força esteja com vc. Estamos aqui para servir vc, dar o melhor de nós. Já pensou se vc der o melhor de si? O Céu de todas as esperanças, afinal, a esperança é a inteligência da vida. Bem-vindo. Bom Ano. Feliz 2008. Esse ano vai ser Dez, com a soma de dois e oito. Vc vai estar dez também para nos ajudar a melhorar este CÉU?. Reforce essa idéia.
-0-
-Todos nós – EE Thomázia Montoro, 2008, Uma Nova Esperança
“Somos todos sementes. Quantos de nós, serão flores e frutos, e recriarão, para sempre, a eterna primavera”
www.bibliotecathomaziamontoro.zip.net
E-mail> bibliotecathomazia@bol.com.br
Escrito por bibliotecathomazia às 10h46
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Poema do Carrinho de Rolimãs no Natal
Meu carrinho de rolimãs querido
Meu belo presente de Natal
Pois fui eu quem o fez dormindo
E ao me acordar era real
Meu Deus, que brinquedo lindo!
Disse eu à mãe na tez auroral
-Foi o seu pai quem fez “cerrindo”
Disse ela no alvar do varal
O pai tava dodói, e me ouvindo
Por dias e dias todas as manhãs
Sonhando com o presente lindo
Que é um carrinho de rolimãs
Arrumou as rodas, a madeira
Pregos, parafusos - tudo criou
Depois com uma alma faceira
De ternura a obra envernizou
Meu presente foi o pai que fez
Vou contar pras minhas irmãs
Nessa Natal do “Era Uma Vez”
Tenho um carrinho de rolimãs
Isso foi há muito acontecido
Lá num Natal antigo de Itararé
Hoje o pai na saudade querido
Mora com Deus em celeste Sé
Mas eu o lembro ainda comovido
Como se as nuvens fossem suas cãs
E esse meu velho carrinho de rolimãs
É a viagem de Natal em que me sói havido!
-0-
Silas Correa Leite – Itararé, Cidade Poema
E-mail: poesilas@terra.com.br
Blogues:
www.portas-lapsos.zip.net
www.campodetrigocomcorvos.zip.net

Escrito por bibliotecathomazia às 12h40
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Feliz Natal, Boas Festas, Feliz Tudo em 2008

Escrito por bibliotecathomazia às 13h05
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Escrito por bibliotecathomazia às 10h08
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Poema do Vendedor de Pirulitos

Lá vem o guri polaco vendendo seus Pirulitos
Com seu tabuleiro lotado e seu sorriso avelã
Vende cada guloseima púrpura por um tostão
Mas eu que sou piá pobrinho
Não posso comprar nada não
O branquelo vendedor de pirulito premiado
Andarilha de come-quieto pelas ruas de cacau quebrado de Itararé
Vagueia também pela periferia cor de pitanga a apregoar de-apé
Fazendo um dinheirinho minguado para poder ajudar em casa
O pai triste, sem emprego, doente, desacorçoado
A mãe barriguda para ganhar outro irmão gabiru
Não tenho um só tostão para o pirulito premiado
Nem pro dolé de groselha preta, pra maria-mole de coco queimado ou mesmo pro beju
Mas um dia serei rico na vida, tudo de bom vou ter
Depois de estudos, dinheirudo eu sei que vou vencer
Vou ter diploma, carro, casa de chocolate e um cofre de grana forrado
E vou comprar um montão de doces como o bendito pirulito premiado
Vou distribuir para todas as crianças ou para os molóides adultizados
Que como alguns poetas amalgamados
Se esqueceram de crescer
-0-
Silas Correa Leite – República Etílico-Rural de Itararé, Chão de Estrelas
E-mail: poesilas@terra.com.br
Veja site de Itararé
www.artistasdeitarare.zip.net
   
Escrito por bibliotecathomazia às 22h19
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Palhaço da Rua dos Bobos de Itararé |
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Escrito por Silas Correa Leite |
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Para a Isadora Campos de Itararé-SP
Na Rua dos Bobos em Itararé mora um palhaço que se aposentou de ser palhaço Mas mesmo fora do picadeiro Do Circo Constelação O belo Palhaço Pimpão Ainda se veste de palhaço com nariz de bolinha vermelha feita de sabão
Na Rua dos Bobos é assim mesmo de viver muita gente encantada lá Vive um urso da cor do céu Uma bailaria feliz Uma estrela de nome Beatrix E o palhaço com rodas de bicicleta amarela nos pés da cor de carvão
Na Rua dos Bobos o sol nunca se põe pois é um sol de casca de limão As casas de chocolate branco Os gatos dançam balé Há um burrinho xadrez E um pé de sorvete de groselha que fala por música dentro do coração
Na Rua dos Bobos as árvores é que chovem para as nuvens lá em cima O palhaço Pimpão é solteiro Mas namora a Cristina Rosa Que é uma fadinha formosa Vendedora de flores de papel de seda pra ajudar a vovozinha comprar pão
Na Rua dos Bobos é sempre manhã o dia inteirinho e assim O anãozinho de jardim Quer ser Poeta e disse Que só é um pouco triste Porque as estrelas ficam tão longe e nem sabem que ele existe...
O Palhaço da Rua dos Bobos de nome Pimpão mesmo Aposentado Pra lá levou um circo armado Dentro do seu encantado coração... Porque afinal quem é palhaço É mágico na terra, em Itararé, no espaço e até muito além da imaginação
-0-
Silas Correa Leite poesilas@terra.com.br www.itarare.com.br/silas.htm |
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Escrito por bibliotecathomazia às 13h15
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Escrito por bibliotecathomazia às 21h33
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Natal
Não tínhamos Pinheirinho nem peru ou Cesta de Natal. Tampouco tínhamos brinquedos ou estrelas de luz. Mas tínhamos o Pai com seus hinos, suas bandas e corais. E assim o Pai era o nosso presépio e a “Música” era o nosso Menino Jesus. Tivemos que saber lidar com isso e acabamos finalmente Filhos da Música. De alguma maneira vencemos a cifra de nossa dor. Choramos e sofremos e nos lavamos de algum modo. De alguma maneira também ganhamos ou perdemos a nossa própria coroa de espinhos, que cada um ao seu jeito fez por merecer. Não tínhamos necessariamente um dezembro colorido ou de presentes. Mas até hoje guardamos conosco a Musica em memória do Pai como o nosso próprio Jesus, o nosso próprio Natal.
Silas C. Leite

Escrito por bibliotecathomazia às 12h39
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Feliz Natal, Boas Festas

Escrito por bibliotecathomazia às 21h16
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Poema do Palhaço Forfé
O Palhaço Forfé se pinta e bota um pé grandão com um nariz vermelho. Ele faz gozação...
E faz várias piruetas. Apronta palhaçada. Alegra todo o Circo Sol. Faz rir a criançada.
O Palhaço Forfé vive em gracezas, festivo. Não deveria ser assim todo bom ser vivo?
- Ladrão de mulher, o palhaço se diz. Mas sabe o que ele é? - É só um bobo feliz...
E conta lorota. E pinta o caneco. E vira cambota feito um boneco
Pro Forfé o aplauso é do começo ao fim. É bonito um palhaço fazendo farra assim
Mas quando ele tira a pintura, Fica esquisito, tristonho. Ninguém o reconhece, ou procura além do mundo do sonho...
Então ele se arrepia. Fica brabo, nervoso. Tirando a fantasia já não é tão gracioso.
(O palhaço, pintado é uma outra pessoa, pois fica encantado e de si mesmo caçoa).
Que bendito seja todo palhaço assim, deixando sua tristeza toda no camarim Silas Corrêa Leite Página formatada em 13 set 2007 |
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Escrito por bibliotecathomazia às 13h00
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